Terrorismo

Os 18 anos de um dos mais terríveis ataques terroristas palestinos

Israel relembrou hoje os 18 anos de um dos mais covardes ataques terroristas realizados em Jerusalém. Não que os demais ataques tenham sido menos covardes, mas a explosão de uma bomba dentro da Pizzaria Sbarro teve – e continua a ter – os mais sórdidos desdobramentos.

No dia 9 de agosto de 2001, no auge das férias de verão no hemisfério Norte, a Pizzaria Sbarro, localizada na esquina da King George Street com a Jaffa Street, coração turístico da cidade de Jerusalém, estava lotada.

Por volta das 14 horas, um jovem palestino de 22 anos chamado Muhammad Izz al-Din al-Masri, entrou na Pizzaria trazendo um violão em suas mãos. Sentou-se, comeu uma fatia de pizza e detonou uma bomba recheada de pregos e porcas que estava acondicionada no interior do violão. A explosão feriu 140 pessoas e matou 15 judeus, 7 dos quais eram crianças.

O ataque foi planejado pelo Hamas e executado pelo terrorista suicida Muhammad al-Masri, mas a responsável pela logística fatal foi Ahlam Tamimi, uma jovem estudante de jornalismo na Universidade Bir Zeit de Ramallah.

20 anos, bonita, dominava bem o inglês e era dona de um sorriso cativante. Ahlam Tamimi não levantou qualquer suspeita antes, durante e depois do ataque. Mas, foi ela o cérebro malévolo da operação.

Dez anos depois do ataque, em agosto de 2011, Tamimi deu uma entrevista à TV Al-Aqsa, a TV oficial palestina, onde descreveu qual foi seu papel no ataque à pizzaria.

Tamimi disse que o restaurante foi observado durante 9 dias, para que fossem estimados o melhor dia da semana e o melhor horário para a explosão. O objetivo era definir um ponto onde houvesse o maior número de pessoas possível. “Meu trabalho não era se explodir”, disse Tamimi, “mas sim conseguir alguém que quisesse se tornar um mártir”. E concluiu: “Minha missão era escolher o local e levar o mártir até lá.”

Na entrevista à Al-Aqsa, Ahlam Tamimi disse ainda: “Eu fiz o plano geral da operação, mas a execução final foi confiada ao mártir. Eu o orientei a entrar no restaurante, fazer a refeição e 15 minutos depois deveria se explodir. Meu papel era entregar o violão (reconstituição ao lado) e persuadir o mártir a não desistir do plano, mostrando a ele a vida feliz que teria [no paraíso]. Durante estes 15 minutos eu voltaria [para o lado árabe de Israel] da mesma forma que cheguei. Despedi-me, ele atravessou a rua e entrou no restaurante. E eu fui-me embora.”

Durante 15 minutos, Muhammad al-Masri pôde observar que o local estava repleto de jovens e crianças, e mesmo assim continuou firme no seu propósito. Às 14:15 ele acionou a bomba.


Reconstituição da forma como o violão usado no ataque foi armadilhado

No dia 12 de julho de 2012, Ahlam Tamimi, que atualmente reside na Jordânia, voltou a ser entrevistada pela TV Al-Aqsa e, rindo, descreveu como foi a reação da população palestina nas ruas de Jerusalém.

“Quando peguei o ônibus [para regressar para os Territórios Árabes], os palestinos em torno do portão de Damasco estavam todos sorrindo. Você podia sentir que todo mundo estava feliz. Quando cheguei ao ônibus, ninguém sabia que eu era a responsável por levar o mártir [até ao restaurante]. Eu me senti um pouco estranha, por ter deixado [o suicida] Izz al-Din para trás, mas dentro o ônibus, todos estavam se parabenizando uns aos outros. Eram pessoas que não se conheciam, mas estavam festejando juntos.”

Os ônibus que fazem o trajeto Israel-Territórios Árabes são utilizados apenas por árabes e todos os motoristas são árabes também. Nenhum judeu se arriscaria a tomar um destes ônibus nem tampouco a trabalhar como motorista deles.

“Enquanto eu estava sentada no ônibus”, continuou Tamimi, “o motorista ligou o rádio e à medida que as notícias iam avançando, nós comemorávamos. Quando informaram que havia ‘três pessoas mortas’, admito que fiquei um pouco desapontada, pois esperava um número maior, mesmo assim, quando disseram ‘três mortos’, eu gritei: ‘Allahu Akbar!’ Dois minutos depois, o radialista informou que o número de mortos havia subido para cinco, eu queria conter o riso, mas não conseguia. Allah seja louvado, foi maravilhoso. E quanto mais o número de mortos ia aumentando, mais os passageiros aplaudiam”, concluiu a terrorista.


Ahlam Tamimi quando foi libertada com mais 78 terrorista em troca do soldado Gilad Shalit

Na semana passada, Ahlam Tamimi foi entrevistada pela TV israelense Canal 1. Perguntada, diante da morte de jovens e crianças, se havia algum arrependimento por parte dela e se voltaria a fazer o que fez, Tamimi foi categórica: “Eu não me arrependo do que aconteceu, absolutamente não! Este é o caminho. Eu me dediquei à Jihad por causa de Allah, e Allah me concedeu sucesso.” Depois, fitou o repórter e concluiu, ironicamente: “Você sabe muito bem quantas pessoas morreram naquele ataque. E isso foi possível graças a Allah. E você quer que eu me arrependa do que fiz? Isso está fora de questão. Eu faria hoje tudo de novo… e da mesma forma.”

Estas são as vítimas do ataque terrorista à Pizzaria Sbarro, algumas com a idade que tinham na época do atentado. De cima para baixo, e da esquerda para a direita: Hemda Schijveschuurder (2), Chana Nachenberg, Malki (15) e Michal Raziel (16), Judith Greenbaum (31), Frieda Mendelsohn, Tzirel, Avrahan Yitzchak (4), Tehilla Maoz (19), Ra’aya (14), Yocheved Shoshan (10), Tzvika Golombeck (26), Tamara Simshilashvili (8), Lily Simshilashvili, Mordechai (44) e Giora Balash.

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