Antisemitismo

Professora alemã repreende soldada das Forças de Defesa de Israel

Uma estudante árabe não gostou da presença de uma colega judia na sala de aula. A professora, que é alemã, saiu em defesa da aluna árabe e repreendeu severamente a judia. O incidente, que faz lembrar o ambiente acadêmico dos anos 30 na Alemanha nazista, aconteceu neste primeiro dia de janeiro de 2019 na Universidade Hebraica de Jerusalém.


Estudantes árabes na primeira fila na Universidade Hebraica de Jerusalém

INCIDENTE DEPLORÁVEL

Uma aluna da Universidade Hebraica de Jerusalém foi severamente repreendida por sua professora. Conhecida por seu ambiente acadêmico equilibrado, a irritação da professora da Hebraica surpreendeu os demais alunos, sendo que uma colega da jovem agredida passou a gravar o áudio da discussão.

A reprimenda da professora começou depois que uma aluna entrou na sala de aula envergando a farda das Forças de Defesa de Israel (IDF). A notícia, veiculada inicialmente pela Rádio Kan, a emissora pública israelense, não explica se a aluna estava voltando do serviço ou se iria se apresentar após a aula. O nome da aluna-soldada também não foi divulgado.

Segundo o relato, assim que chegou para a aula, a aluna que usava a farda passou a ser insultada pela estudante árabe que se dizia “ofendida” com a presença de um soldado na mesma sala.

Tão logo terminou a aula, a professora, Dra. Carola Hilfrich, aproximou-se da soldada, repreendendo-a: “Você não pode ser ingênua e achar que vai ser tratada como civil se está usando um uniforme. Você é um soldado do Exército de Israel e as pessoas vão trata-la desta forma.”

Em sua defesa, a estudante disse que não queria “discutir política” e que se usava farda é porque estava “servindo no exército para proteger o Estado de Israel”.

“Te incomoda que eu esteja vestindo uniforme na sala de aula?” – perguntou a soldada. “Há pessoas para quem a sociedade civil é tão importante quanto o exército é para você. E você deve aceitar as preferências delas com a mesma tolerância com que elas aceitam as suas preferências”, respondeu rispidamente a professora.

Relatos do incidente começaram a correr pela universidade e assim que o áudio foi divulgado, um grupo de alunos realizou um protesto contra a atitude da professora.

Pouco depois, foi a própria universidade que se manifestou publicamente, desculpando-se pelo incômodo causado à estudante que usava o uniforme.

“A Universidade Hebraica respeita todos os seus alunos, incluindo aqueles que frequentam as aulas durante o seu serviço militar, sejam eles soldados na ativa ou reservistas”, diz a nota. “A administração da Universidade Hebraica condena comportamentos desrespeitosos entre colegas, e entre membros do corpo docente e estudantes. Tanto a universidade quanto a professora pedem desculpas à aluna que foi constrangida neste incidente.”

A União Nacional dos Estudantes de Israel também criticou o comportamento da professora.

“É vergonhoso que os estudantes sejam humilhados por causa de seus uniformes. Nos últimos anos, temos promovido os direitos dos estudantes que servem como reservistas militares, para garantir que o período do serviço militar não interfira nos seus estudos.”

“É inconcebível para nós que um uniforme do Exército de Israel tenha ofendido um membro do corpo docente. Uma situação em que os estudantes se sintam inseguros no campus é inaceitável. Apesar das diferenças de opinião, enfatizamos que tanto os professores quanto os estudantes devem expressar suas opiniões livremente, de forma respeitosa e digna “, concluiu a nota da União dos Estudantes.


Na imagem acima, crianças judias são humilhadas na sala de aula depois que o Governo Nacional Socialista decretou, em abril de 1933, a “lei contra a superlotação nas escolas e universidades alemãs”. É inadmissível assistir, 86 anos depois, uma professora alemã humilhando uma estudante judia na mais importante universidade da capital do Estado de Israel.

QUEM É CAROLA HILDRICH

Não há detalhes quanto à identidade da aluna queixosa, a não ser a sua origem árabe. Quanto à professora, Carola Hilfrich (imagem ao lado) é de nacionalidade alemã, estudou na Universidade de Munique e doutorou-se em Literatura e Filosofia Alemã na Universidade de Berlim. Atualmente, Hilfrich é membro do corpo docente do Departamento de Literatura Geral e Comparada e do Programa de Estudos Culturais da Universidade Hebraica de Jerusalém onde ensina teoria literária, literatura comparada, sociologia da literatura e teorias críticas da cultura.

No seu curriculum, Hilfrich explica que sua área de pesquisa “explora a poética e a política da escrita da zona de contato nos contextos históricos da modernidade e da contemporaneidade, com foco nas literaturas judaico-germânicas, franco-argelinas, afro-americanas, turcas, alemãs e árabes-israelenses”.

Hilfrich diz ainda que em suas pesquisas acadêmicas “tem interesse no estudo da política e da poética da vida cotidiana, da sociologia e da história dos sentimentos, do papel das literaturas e da falta de harmonia entre culturas.

Hilfrich orgulha-se também de ter presidido o Programa de Estudos Culturais e o Comitê Acadêmico do Centro Lafer para Estudos sobre Mulheres e Gênero da própria Universidade Hebraica de Jerusalém.

Já corre na Internet uma petição sugerindo o afastamento da Dra. Carola Hildrich do corpo docente da universidade.

ANDS | KAN | YNET

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1 resposta »

  1. ISTO ESTA ACONTECENDO NOVAMENTE
    DESDE A onu ATE NA FRANÇA TIDA COMO PAIS ADIANTADO
    JA COMEÇOU A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL E NINGUEM ESTA VENDO
    dEUS DE ABRAAO ISAC E JACO NOS PROTEJA

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