Desinformação

A RESIGNAÇÃO DE NIKKI HALEY É UM EXEMPLO PARA OUTROS POLÍTICOS

Nikki Haley, a importante Embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas, resignou o cargo. Jornais por todo o mundo abriram manchetes deixando no ar lacunas de suspeita sobre a atitude da diplomata. Especulações há aos montes, certezas, apenas na cabeça da própria Haley.

Mas, há pistas. Em um determinado trecho da sua carta de resignação, Haley diz ao Presidente Donald Trump: “Como homem de negócios, espero que entenda que a minha decisão de deixar o Governo e ir para o setor privado não é uma despromoção, mas sim um sim uma promoção”.

Ocupando cargos públicos desde 2004, Nikki Haley tem recebido salários abaixo daqueles que auferiria se estivesse na iniciativa privada. Com isso, e mediante uma vida correta, seus rendimentos limitados vem impactando as finanças pessoais, pois teria condições de receber muito mais se não estivesse a trabalhar na esfera pública.

Um levantamento feito pela rede de televisão CNN, mediante consulta das declarações de rendimentos da diplomata, concluiu que em 2015, antes de entrar para a Casa Branca, Haley e o marido declararam um rendimento combinado de cerca de 170 mil dólares por ano (cerca de 53.000 reais por mês), valor muito abaixo do que ela recebe, honestamente, sem transações nebulosas. E pelo fato de estar ligada ao Governo, seu marido também está sujeito a diversas restrições de trabalho.

Segundo apurou a CNN, tudo isso combinado, levou o casal adquiri uma dívida que oscila entre os 1,5 e 2 milhões de dólares, dívida esta que envolve a hipoteca da casa, dívidas de cartões de crédito e empréstimos pessoais. Não deu para aguentar.

Nikki Haley tinha duas alternativas: Locupletar-se com o cargo e arriscar-se a ver sua imagem destruída, ou sair da vida pública. E foi esta segunda a opção feita pela diplomata.

Pessoas próximas de Haley disseram ao The New York Times que o mais provável é que a republicana aproveite este momento para “trabalhar no setor privado e fazer algum dinheiro”. Com a experiência que adquiriu nas Nações Unidas, será muito mais fácil para Haley neste momento conseguir um salário atrativo na iniciativa privada.

A CARTA RESIGNAÇÃO

Confira abaixo a íntegra da Carta de Resignação da Embaixadora dos EUA na ONU.

3 de outubro de 2018

Prezado Sr. Presidente: Foi uma imensa honra servir ao nosso país em sua administração. Não posso lhe agradecer o suficiente por me dar essa oportunidade. O Senhor deve se lembrar de que, quando me ofereceu a posição de Embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas em novembro de 2016, aceitei a oferta com base em algumas condições. Essas condições incluíam servir em seu gabinete e no Conselho de Segurança Nacional e ser livre para falar sobre todas as questões. O Senhor fez esses compromissos e absolutamente manteve todos eles. Por isso, sempre serei grata. Conseguimos grandes sucessos na ONU. Aprovamos as sanções duras como em nenhuma outra geração, pressionando a Coreia do Norte em direção à desnuclearização. Passamos por um embargo de armas no Sudão do Sul que ajudará a reduzir a violência e, esperamos, levar a paz a esse país conturbado.

Defendemos Israel, nosso aliado, e começamos a reverter o preconceito implacável da ONU contra este país. A reforma [das nossas] operações da ONU permitiu uma economia de mais de US $ 1,3 bilhão. Nos pronunciamos resolutamente contra as ditaduras no Irã, na Síria, na Venezuela, em Cuba e, sim, na Rússia. Por tudo isso, ficamos fortes pelos valores e interesses americanos, sempre colocando os EUA em primeiro lugar. Estou orgulhosa desta nossa postura.

Como uma forte defensora de limites de tempo [na função pública], há muito acredito que a rotatividade nos cargos beneficia o público. Entre a Embaixada da ONU e o cargo de Governadora da Carolina do Sul, estou na vida pública há catorze anos consecutivos. Como homem de negócios, espero que entenda que a minha decisão de deixar o Governo e ir para o setor privado não é uma despromoção, mas sim um sim uma promoção. Por conseguinte, estou renunciando ao meu cargo.

Para lhe dar tempo de escolher um substituto e dar tempo ao Senado para considerar sua escolha, estou preparada para continuar a servir no cargo até janeiro de 2019. À partir de então, voltarei a ser uma cidadã privada. Espero continuar a conversar de tempos em tempos sobre aquilo que for importante na política pública, mas certamente não serei candidata a nenhum cargo em 2020. Como cidadã privada, espero apoiar sua reeleição como Presidente e apoiar as políticas que continuarão a mover nosso grande país em direção a alturas ainda maiores.

Com os melhores votos e profunda gratidão,

Nikki Haley

ANDS | CNN | NYT | THE HILL | OBSERVADOR

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