Curiosidades

AS LIÇÕES DE ALCOCHETE

Perto de 50 torcedores do Sporting Club de Portugal invadiram a academia de treinamento do clube para pressionar os jogadores após uma derrota no último jogo do campeonato. E o mundo veio abaixo! Do taxista na praça ao artista na tela, do Presidente da Assembleia ao Presidente da República, todo mostraram indignação.

Na mídia, as emissoras de televisão fizeram plantão na porta da academia até à saída do último jogador, ou do rapaz da limpeza, e depois, rapidamente, mudaram-se para a frente da delegacia para onde foram levados invasores e invadidos.

No dia seguinte, as primeiras páginas de quase todos os jornais – e não apenas os desportivos – explodiram em manchetes onde expressões como “terror” e “guerra” deram o tom.

Os 50 invasores – apenas 50! – que traziam os rostos encobertos, agrediram 3 jogadores e quebraram as instalações do clube. Diziam-se torcedores do Sporting, mas a imensa maioria destes repudiou a ação. Do outro lado da cidade, um grupo de 500 pessoas, pacificamente, abriu uma faixa onde se podia ler: “50 não são 3,5 milhões”. Os 50 invasores não representavam os cerca de 3 milhões e meio de adeptos que o clube tem em todo o Portugal.

Ao assistir as cenas na televisão e acompanhar posteriormente repercussão na mídia, pensei em Israel. Sempre penso em Israel. Dois dias antes, 50.000 palestinos tentaram invadir Israel. CINQUENTA MIL e não CINQUENTA. E tentaram invadir para ocupar e não para protestar. Para matar, não para pressionar.

“50 não são 3,5 milhões”, protestaram os verdadeiros sportinguistas. Curiosamente, em Israel e periferia há quase o mesmo número de palestinos: 3,7 milhões. E enquanto 50 mil vândalos, insuflados por lideranças terroristas, tentavam invadir Israel aos gritos de “matem os judeus”, do outro lado, 3.650.000 continuavam a trabalhar, a produzir e a conviver com os 8 milhões de judeus que residem na sua terra. “50 mil não são 3,5 milhões”, poderiam responder os pacifistas.

Se o mundo não entende o drama de Israel, talvez agora os portugueses entendam. Se os portugueses não entenderem o drama de Israel, talvez agora os jogadores do Sporting entendam.

Curiosamente, a academia invadida fica numa freguesia chamada Alcochete. A palavra, um resquício da invasão muçulmana na Península Ibérica no Século VIII, é árabe e significa “O Forno”. 100 anos após o surgimento do islamismo, os muçulmanos já invadiam terras alheias deixando suas marcas. Nos últimos tempos, estes mesmos muçulmanos vêm empreendendo uma silenciosa reocupação e já reivindicam estas terras como suas.

Não só os portugueses, mas toda a Europa deveria olhar para o que aconteceu em Alcochete, o que aconteceu no forno, para pensar no quão terrível poderá ser o dia em que uma horda, não de 50 nem de 50.000, mas de 50 milhões, invadir essas terras reivindicando-as como suas.

“O Forno” está esquentando e é bom que os europeus abram os olhos antes que terminem fritos.

ANDS

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