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NÓS VAMOS MORRER, ALERTOU UMA ESTUDANTE.

“Eu não posso acreditar que vamos viajar com esse tempo. Não faz sentido irmos a um lugar onde tudo está inundando! Isso é brincar com a sorte – nós vamos morrer, estou falando sério.”

O comentário foi compartilhado no grupo de amigos do WhatsApp um dia antes de uma viagem programada pela Academia pré-militar Bnei Tzion, de Tel Aviv. “Não se preocupe, será divertido e molhado”, respondeu um amigo.

A observação da jovem levantou uma pequena discussão no grupo: “É muito estranho que eles estejam te levando assim, desculpe”, escreveu um amigo. Procurando tranquilizá-la, um terceiro amigo ponderou: “Não exagere, tenho certeza de que eles são sensatos e irão levá-lo para outros lugares.”

Ao perceber a inquietação dos jovens, um dos responsáveis pela organização do passeio interveio dizendo que a caminhada seria segura e pediu aos alunos que levassem “uma capa de chuva e uma troca de roupa”, se achassem que precisariam. “Não se preocupe”, dizia a mensagem. “estamos bem preparados para a caminhada e a escola contactou com as autoridades competentes. Vai ser uma experiência divertida e molhada!”

Mas as autoridades, como é de praxe nos deslocamentos de alunos em Israel, não haviam sido informadas. “A viagem não foi relatada e a central de controle não foi avisada com antecedência”, disse o Ministério da Educação através de um comunicado à imprensa. “Não havia permissão para esta viagem”, conclui a nota.

O grupo de 25 alunos fazia uma caminhada junto ao leito do rio Nahal Tzafit, na zona sul do Mar Morto, quando foram colhidos por uma inundação. Exatamente como alertou a estudante no dia anterior. Quinze crianças foram resgatadas por equipes de socorro, duas delas ligeiramente feridas. Nove meninas e um rapaz morreram. Inclusive a garota que fez o alerta.

A Academia Bnei Tzion é uma Organização Não Governamental pré-militar, que trabalha com jovens, muitos deles imigrantes e carentes, prestes a ingressar nas Forças de Defesa de Israel. Em entrevistas aos órgãos de comunicação israelenses ao longo da tarde desta quinta-feira, diversos pais disseram que a escola tem um histórico de negligência em relação a algumas das atividades que desenvolve. 24 horas depois da tragédia, o website da academia continua inalterado. Nenhuma nota foi publicada até agora.

ISRAEL DE LUTO

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Categorias:Notícias, Reflexões

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