Defesa

A MIOPIA DA IMPRENSA INTERNACIONAL

UMA COBERTURA VERGONHOSA DO QUE ACONTECE EM ISRAEL

A imprensa mundial é míope, intensionalmente míope, uma vez que não há ingenuidade neste universo.

Há semanas que os jornais israelenses – Jerusalem Post, Yediot Ahronot, Times of Israel entre outros – vinham veiculando matérias sobre as movimentações do Hamas e a resposta que estava a ser preparada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF). O que aconteceu nesta sexta, 30, foi apenas o clímax de algo que se vinha desenhando há dias.

No rescaldo dos acontecimentos, a imprensa internacional mostra agora apenas o número de mortes, mas não explica as circunstâncias em que elas aconteceram. Não explica o antes, não pormenoriza o durante, apenas dá ênfase no depois. E mesmo assim, da forma mais vil e enviesada possível.

Ao mostrar milhares de palestinos protestando “pacificamente” e logo depois mostrarem o número de mortos, a imprensa internacional passa a impressão de que Israel “uma vez mais” perpetrou um massacre indiscriminado. Nada mais errado.

O Hamas informou no início da tarde deste sábado, 31, que perdeu 5 combatentes. Segundo o comunicado, estes combatentes morreram “enquanto participavam, ombro a ombro, com o povo palestino na Marcha do Retorno”.

É impressionante ver que embora envolvesse um contingente de 30.000 manifestantes, o conflito causou até agora apenas 16 mortes, sendo que 1/3 delas era terrorista! Ora, como a tática do Hamas é cercar-se de civis, inclusive crianças (imagem acima), com o objetivo de causar o maior número possível de baixas, é de se elogiar a destreza e a precisão dos soldados das Forças de Defesa de Israel.

Num dos vídeos divulgados pelas FDI é possível ver um grupo de palestinos tentando invadir o território israelense. E eles não estavam portando passaportes nem tampouco buquês de flores, mas sim fuzis. E assim que conseguiram visualizar os soldados israelenses, abriram fogo.

O problema – para eles, evidentemente – é que os snipers israelenses acompanhavam todas a movimentações usando câmeras de visão noturna. Assim que os invasores dispararam, Israel respondeu. E o fez de forma cirúrgica e eficaz.

Lamentavelmente, para um morador da Faixa de Gaza, não participar das manifestações poderia ser muito perigoso, pois isso passaria a ideia de que são colaboracionistas de Israel. Por isso, é possível sim que entre os mortos existam pessoas que não faziam parte do grupo terrorista Hamas, mas a experiência mostra que os mais prudentes procuram se manter distante do centro do conflito, ficando na periferia dos protestos.

Dificilmente saberemos o nível de envolvimento com a causa do Hamas por parte dos 11 outros mortos, mas que eles estavam bem próximos dos 5 terroristas alvejados, estavam. Santinhos seguramente não seriam.

Gaza Pessach 2018 a

E estes números mostram também a diferença enorme que existe entre os conflitos que envolvem Israel e os outros protestos que acontecem um pouco por todo o lado no mundo árabe. E olha que lá são árabes contra árabes. Basta relembrar o que aconteceu por ocasião da chamada Primavera Árabe, que resultou em centenas de mortos. E não nos esqueçamos da Síria, onde bombas são lançadas a esmo, atingindo rebeldes ou não rebeldes, barbudos ou mulheres, velhos ou crianças, indiscriminadamente.

ANDS | YNET | JPOST

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