Desinformação

MORREU ARIEL SHARON

A MÃO DE DEUS A POUPAR BIOGRAFIAS

Shimon Peres e Ariel Sharon
Shimon Peres e Ariel Sharon: um à esquerda, outro à direita e Hashem entre os dois.

Sionista convicto que sou, senti-me um pouco mais pobre no Shabat que passou, dia 11 de Janeiro de 2014, ou melhor, 10 de Shevat de 5774. Com o descanso do guerreiro Ariel Scheinermann Sharon, foi-se o último daqueles que ficaram conhecidos como Os Leões de Judá, foi-se o último dos heróis da reconquista de Eretz Yisrael. A história, as posturas, a vida de Ariel Sharon marcaram profundamente minhas convicções sionistas. Descansou o guerreiro num Shabat, como convém a todos descansar.

Na Folha de S. Paulo, o jornalista Clóvis Rossi escreveu uma frase que quem me conhece poderá dizer: “Você já falou isso antes!” O texto em si não diz nada demais, aliás, é a mesma lenga-lenga clovisrossiana de sempre, mas lá pelo finalzinho ele disse: “O derrame que o inutilizou talvez tenha impedido que [Ariel Sharom] completasse a revisão de sua crença na força e na ocupação e, por extensão, devolvesse todos os territórios palestinos”.

Sempre achei, e até escrevi, que o derrame sofrido por Sharon foi uma interferência de Hashem. A continuar o caminho que trilhava, Sharom corria o risco de fazer da sua biografia o mesmo que Shimon Peres fez com a dele. Quem lê (como fiz o ano passado) uma boa biografia de Peres, emociona-se e vai-se apaixonando pela trajetória de vida do atual presidente de Israel. Mas, do meio para a frente, percebe-se o quanto Peres ficou encantado “pelas coisas do mundo”. À partir daí passou a tomar posições mais no sentido de agradar aos meios de comunicação, aos organismos internacionais e ao mundo diplomático do que à Torah e a Hashem.

Qualquer biografia de Peres só é encantadora até à metade do livro, depois é lastimável. O mesmo poderia ter acontecido com Ariel Sharon. Hashem não permitiu, suspendeu-o antes. Se ativo estivesse, os seus últimos 8 anos de vida teriam manchado sua belíssima biografia. Penso assim e, um tanto enigmaticamente, Clóvis Rossi também.

Louvo a Hashem por ter possibilitado que o mundo conhecesse um homem da estatura de Sharon. Louvo-O também por não ter permitido que este mesmo Sharon viesse a macular sua história ímpar. Qualquer biografia de Ariel Sharon pode ser lida de capa a capa, com deleite. Já quem lê a de Shimon Peres experimenta uma brusca mudança do meio para o fim. Que pena.

Post Scriptum: A foto acima, que não é uma montagem, diz mais do que o fotógrafo pudesse imaginar no momento em que a tirou: Peres à “esquerda” e Sharon à “direita”, Peres menor diante de um Sharon que se agiganta. Indiscutivelmente, esta é uma daquelas fotos que eu amaria ter tirado!

2 respostas »

  1. Embora o quadro de saúde de Sharon se agravasse à tempos, fui pega de surpresa por esse baque no shabat passado.Penso que mesmo os soldados do Senhor precisam de descanso.

    shalom

    Fabiana

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